A Operação Navalha deflagrada pela Polícia Federal do Brasil no dia 17 de maio de 2007 visou desbaratar esquemas de corrupção relacionados à contratação de obras públicas feitas pelo governo federal. As supostas acusações levaram à queda do ministro das Minas e Enegia Silas Rondeau na semana seguinte.
O esquema utilizado pela quadrilha consistia em superfaturar obras previstas no PAC. Os presos já discutiam, sem mesmo haver licitação das obras nem contratos, meios de corrupção. Na noite anterior à Operação, alguns membros da Máfia se reuniram e discutiram métodos de roubo.
Presos e envolvidos
Foram presas 47 pessoas, dentre elas José Reinaldo Tavares (PSB), Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior – além dos prefeitos de Sinop, Nilson Aparecido Leitão (PSDB-MT), e de Camaçari, [[Luiz Carlos Caetano (PT-BA),(porem teve a sua inocência comprovada pelo Ministério Publico depois de 02 anos.)
A Polícia Federal sustenta ainda que o ministro de minas e enegia Silas Rondeau teria recebido propina em seu gabinete para premiá-lo por supostas vantagens oferecidas à Gautama, do empresário Zuleido Veras, numa licitação do Programa Luz Para Todos, destinado a levar luz elétrica a zonas rurais.
Gautama
Gautama é uma empreiteira brasileira comandada pelo empresário Zuleido Veras. Seu nome seria uma alusão a Sidarta Gautama, o Buda.[2]
A Gautama foi fundada em 1995, tendo como sócios principais dois antigos executivos da empreiteira OAS, Zuleido Veras no braço político e Latif Abud na parte operacional, mas a sociedade não durou e Veras acabou assumindo o controle da empresa.[2][3] Apesar da Construtora Gautama ter uma longa história na execução de contratos milionários em todo país ela ganhou notoriedade nacional apenas no ano de 2007 ao ser denunciada pela Operação Navalha da Polícia Federal em um dos maiores escândalos de corrupção do país. Esta operação investigou a atuação da empresa na fraude de licitações de obras públicas em nove estados brasileiros e no Distrito Federal.[4]
No entanto as suspeitas de irregularidades da empresa vão além das licitações apontadas na operação da Polícia Federal. No ano anterior (2006) já haviam várias denúncias do TCU consideradas graves contra a empresa, como nos casos do Aeroporto Internacional de Macapá [5] e da BR-319 [6]. Mas a história de acusações de fraude cometidas pela empresa vai ainda mais longe, como demonstram registros de casos ocorridos em 1997[7], 2001[8] e 2003[9].
Em 2007 os contratos sob suspeita da empresa somavam R$ 499,96 milhões.[10] O valor total dos contratos realizados pela construtora está estimado em R$ 1,5 bilhão.[3][11]
Autoridades derrubadas
Cronologia
* Em 17 de maio, a PF realiza a Operação Navalha.
* O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau manda afastar assessor preso em operação, Ivo Almeida Costa, assessor especial do gabinete do ministro.
* O governador do Maranhão, Jackson Lago, ordena a apuração sobre a empresa Gautama.
* A PF transfere 23 dos 46 presos para Brasília.
* O presidente Lula diz em Araguaína (TO) que não vai comentar sobre nova operação e “doa a quem doer” aos acusados.
* Em 18 de maio, a PF divulga áudios em que os acusados falam e citam nomes de políticos.
* “Carros de Luxo” apreendidos ontem começam ser enviados para Brasília.
* A PF adia depoimentos para dia 21.
* A PF afirma que as grampos revelam os parlamentares, entre eles Delcídio Amaral (PT-MS). Ele nega.
* Em 20 de maio, vários presos da operação conseguem habeas-corpus, entre eles o ex-governador José Tavares.
* Chegam em Brasília, os “Carros de Luxo”
* O programa Fantástico, da Rede Globo divulga novas gravações de vídeos em que aparecem o dono da Gautama, a funcionária, perto do Congresso Nacional.
* Em 21 de maio, Delcídio Amaral se defende as acusações no plenário do Senado.
* A PF afirma que o ministro Silas Rondeau recebeu proprina da Gautama. Rondeau nega.
* Vários presos da operação conseguem habeas-corpus.
* Novos depoimentos da PF dos acusados.
* Políticos querem a saída de Rondeau do ministério. O primeiro a pedir foi José Sarney, responsável pela escolha no ministério desde 2005.
* Em 25 de maio, a revista Veja, datada no dia 30 de maio, começa a circular na tarde em que revela que o presidente do Senado, Renan Calheiros teve contas pessoais pagas entre 2004 a 2006 por um lobista, da esposa e da filha de 3 anos. Segundo a revista, que teve acesso aos documentos, encontrou com o lobista e o Calheiros, para falar esse assunto
* Calheiros nega que as contas forem ilegais; já o lobista e a esposa não quiseram falar.
* Em 26 de maio, é libertado mais um envolvido, ficando apenas 9 na prisão.
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