quinta-feira, 29 de julho de 2010

Safadeza sem tamanho

Quando colocaram o violento e déspota coronel Ventura como interventor de Serra Pelada (esse cara foi um sanguinário secretário de Segurança Pública do Maranhão à época em que Lobão era governador), o pôster deu o berro, isso na metade de 2009.

Somente um ano depois que o pôster denunciou a safadeza do grupo de Edison Lobão em Serra Pelada, a grande imprensa avista o tamanho da bandalha armada no garimpo pelos prepostos do ex-ministro das Minas e Energia – carne e unha de José Sarney.

Em setembro de 2009, o primeiro aviso, no bojo do post Serra Pelada: Ouro de Tolo.
Na coluna de hoje do Diário do Pará, o poster coloca a colher, de novo, na questão Serra
Pelada, denunciando a trama que os diretores da chamada Coomigasp desenham para assumir, com força jurídica, o controle total da área destinada à mecanização do ouro provavelmente existente ali em grande escala.


Mais adiante, o blogger acrescentava:

A criação da empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral S.A, pela Coomigasp, também contada hoje no Diário do Pará, é outro aviso de que sem um marco regulador, os verdadeiros garimpeiros não sentirão cheiro nem do melechete.

Esse tipo de discussão não interessa aos bacuraus de Lobão. Eles temem exatamente isso que Paulo Rocha defende há muito tempo. E, na esperteza comum a todo bacurau, giram rapidamente suas ações.

Por exemplo: a cessão pelo governo federal de uma aposentadoria vitalícia aos garimpeiros deserdados vem sendo defendida com insistência pelos dirigentes da Coomigasp. Fazem pressão de todo tipo em Brasília para Lula enviar proposta ao Congresso Nacional instituindo a aposentadoria.

Na verdade, uma espécie de “cala a boca” para facilitar as aprovações, em assembléias, das propostas suspeitas dos caratonhas.

No mesmo dia, a coluna postulada no Diário do Pará, levava a encrenca ao conhecimento dos paraenses:

Trama diabólica
O governo do Pará e a bancada federal no Congresso precisam estar atentos às manobras que o grupo controlador da Coomigasp desenvolve para transformar a área aurífera de Serra Pelada em propriedade privada, sob a gestão da empresa Colossus e dos próprios membros da diretoria da cooperativa, que tem na presidência o maranhense Gesse Simão. O marco regulador da atividade de mecanização do garimpo nunca foi criado pelo governo federal, que seria um grupo de trabalho destinado a regulamentar a reserva garimpeira dando totais garantias de uso e deliberação aos principais interessados, os cerca de dez mil garimpeiros residentes no município de Curionópolis e que vivem na vila de SP em regime de total miséria. O primeiro passo à consecução da manobra privatista se consolidou com a criação da empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral S.A.

Pra calar a boca
Idealizada pela matilha, supostamente destinada à operar como escudo dos acionistas e investidores no processo de exploração da mina já que a Coomigasp estaria “desarmada” para encarar débitos da ordem de R$ 500 milhões, envolvendo dívidas cíveis e trabalhistas, a SPCDM, num futuro próximo, pode deixar os verdadeiros garimpeiros fora do bolo de tudo o que for apurado na mina, com um turbilhão de problemas debitado depois na conta dos governos estadual e municipal. A insistência com que a matilha pressiona o governo para enviar ao Congresso Nacional proposta de criação de uma aposentadoria vitalícia para cerca de 43 mil garimpeiros faz parte do jogo. O blog do colunista conta todos os detalhes dessa sórdida cabuquice, citando, inclusive, os seus principais personagens - entre eles uma alta figura do governo federal

E depois dos primeiros avisos, já em 2010, o blogger continuava acompanhando os passos da gang.
Inclusive, numa ida a Serra Pelada, ao conversar com garimpeiros antigos, deu para sentir o quanto o clima estava ficando pesado.

Os “anciãos do ouro”, aqueles mais antigos no garimpo, não são tão tolos como pensam.

Já haviam pressentido, àquela época, cheiro de ladroagem no pedaço e prometiam reagir, apoiando ações do deputado Paulo Rocha que se movimentava em Brasília para evitar o controle total do garimpo pela empresa Colossus e uma outra entidade em fase de formatação, que viria assumir o controle de tudo.

Do jeitinho contado na coluna do Diário do Pará:

Aliado fiel
Grupo de garimpeiros de Serra Pelada inicia movimento contra diretores da Coomigasp e de um suposto jornalista chamado Toni Duarte, responsáveis por campanha difamatória à pessoa do deputado Paulo Rocha, que tem questionado a suspeita forma com que a cooperativa tenta transferir a jazida de ouro para o controle de uma empresa canadense, provavelmente excluindo a maioria dos garimpeiros de rendimentos futuros da exploração mecanizada. O grupo defende Paulo Rocha como aliado de primeira hora dos trabalhadores em mineração, inclusive participando ativamente na relatoria do projeto que instituiu o Estatuto dos Garimpeiros.

Em janeiro, mais outro aviso .

O mais intrigante em toda essa história é a postura da chamada grande imprensa do Pará.

Nenhum jornal se preocupou em buscar mais informações a respeito do que eu denunciava.

Ninguém leu uma nota sequer em suas páginas.

Agora, estão aí, desmoralizados pela chegada do "Estadão", espinafrando o que eu já havia denunciado um ano atrás

terça-feira, 27 de julho de 2010

O povo maranhense cansou do quase meio século de dominação satneysista

Nos últimos 45 anos o Maranhão teve dez governadores, Três foram nomeados por um arremedo de colégio eleitoral regional e eram filiados à ARENA, partido de sustentação da ditadura militar (Pedro Neiva de Santana – 1971/1974; Osvaldo Nunes Freire – 1975/1978; e João Castelo – de 1979 a 1982).

Sete governadores foram eleitos pelo voto direto, sendo que Roseana Sarney foi eleita duas vezes e está em seu terceiro mandato de governadora graças a uma controvertida decisão judicial que cassou o pedetista Jackson Lago em 17 de abril de 2009.

Em 1965, com um discurso de cunho progressista e prometendo mudanças radicais, o então deputado federal da UDN, José Sarney foi eleito governador com o apoio do grupo de oposição ao senador Vitorino Freire,que mandava na política maranhense desde a década de 40, chamado de oposições coligadas. Sarney também foi o candidato oficial da ditadura militar e do presidente-marechal Humberto Castelo Branco.

Sarney teve 121.062 votos (53,63% dos votos válidos - vv), derrotando o candidato do PSD e do governador Newton Bello, Costa Rodrigues (68.560 votos ou 30,37% dos vv) e o candidato de Vitorino Freire, Renato Archer (36.103 votos ou 15,99% dos vv).

Com a suspensão das eleições diretas para presidente da República, governadores de estado e prefeitos das capitais, o povo maranhense ficou doze anos sem eleger seu governador.

Em 1982 o PDS/MA liderado pelo grupo Sarney, do então senador pelo Maranhão, indicou o nome de Luís Rocha para disputar o governo estadual. Rocha foi eleito com 676.916 votos ou 64% dos vv. Em 2.°lugar chegou Renato Archer do PMDB com 180.287 votos (17% dos vv), seguido de Reginaldo Telles, do PDT, com 12.738 votos (1,2% dos vv), de Osvaldo Alencar, do PT com 8.243 votos (0,8% dos vv) e de Cesário Coimbra (PTB) com apenas 632 votos (0,06% dos vv).

O resultado eleitoral de 1982 refletiu a conjuntura política que o país ainda vivia. Eram os últimos momentos da ditadura militar no governo do general João Figueiredo, o PDS era muito forte no Maranhão e o PDT, PT e o PTB tinham se organizado no Estado um ano antes.

Nas eleições de 1986 o país já tinha mudado. Sarney era o presidente, vivíamos na euforia do Plano Cruzado e a coligação política nacional que sustentava Sarney na presidência, formada pelo PMDB e PFL, chamada de Aliança Democrática, venceu a maioria esmagadora das eleições para governador.

No Maranhão foi lançado o nome de Epitácio Cafeteira (PMDB) para governador e João Alberto de Sousa (PFL) para vice. Cafeteira obteve 1.040.384 votos (81% dos vv), suplantando o então senador João Castelo, do PDS, que teve 212.133 votos (16,5% dos vv) e Delta Martins, do PT, que obteve 31.504 votos (2,5% dos vv).

Quatro anos depois as eleições para governador aconteceram com Fernando Collor em seu primeiro ano de presidente da República. O candidato apoiado por Collor, o ainda senador João Castelo, venceu o 1.° turno com 595.392 votos (36,6%), seguido do também senador Édison Lobão, do PFL, com 459.542 votos (28,3%7) e Conceição Andrade, do PSB, com o apoio do PDT e PT, que obteve 246.468 (16,2%).

No segundo turno de 1990, o grupo Sarney virou a eleição e Lobão venceu com 695.727 votos (48,5%) contra 594.620 votos para Castelo (41,5%).

Em 1994 Sarney escolheu sua filha Roseana, então deputada federal do PFL para disputar a sucessão de Lobão. A eleição foi disputadíssima e registrou graves denúncias de fraude. No 1.° turno Roseana teve 541.005 votos (47,18% dos vv), Cafeteira obteve 353.032 votos (30,79% dos vv), Jackson Lago teve 231.528 votos (20,19% dos vv) e Francisco Chagas, do PSTU, teve 21.061 votos (1,84% dos vv).

No 2.° turno de 1994 Roseana venceu Cafeteira por apenas 18.260 votos. A candidata do PFL teve 753.901 votos (50,61% dos vv) contra 735.641 votos (49,39% dos vv) de Cafeteira.

Quatro anos depois o grupo Sarney teve uma das vitórias eleitorais mais folgadas desde 1965; Roseana estava doente e se reelegeu já no 1.° turno com 1.005.755 votos (66,46% dos vv) contra 401.578 votos (26,54% dos vv) dados a Cafeteira, que tinha Clay Lago como candidata a vice. Em 3.° chegou o então vice-prefeito de São Luís, Domingos Dutra, do PT, com 97.536 votos (6,45% dos vv) e em 4.° lugar o candidato do PSTU que obteve 8.296 votos (0,55% dos vv).

Em 2002 o candidato do PFL, José Reinaldo Tavares venceu no primeiro turno com 1.076.893 votos (51,05% dos vv), seguido de Jackson Lago com 896.930 votos (42,52% dos vv), de Raimundo Monteiro, do PT, com 127.082 votos (6,03% dos vv) e Marcos Silva, do PSTU, com 8.391 votos (0,40% dos vv).

Nesta eleição o candidato do PSDB, Roberto Rocha, que chegou a ter 8% de intenção de votos, retirou a candidatura para apoiar Jackson 15 dias antes das eleições; e Ricardo Murad, do PSB, que pleiteava uma candidatura a governador pelo PSB, chegou a ter seu nome incluído na cédula eleitoral, tendo mais de 7% dos votos, mas o registro de sua candidatura foi impugnado pelo TSE pelos laços de parentesco com a ex-governadora Roseana Sarney, de quem Ricardo é cunhado.

Entre 2002 e 2006 aconteceu o mais grave rompimento dentro do grupo Sarney. O governador Zé Reinaldo Tavares e a então primeira-dama, Alexandra Tavares, não agüentando mais a intromissão da senadora Roseana no governo estadual, resolveram romper relações políticas com a família Sarney em Maio de 2004.

Dois anos depois Roseana se candidatou a governadora pelo PFL e foi a candidata que mais teve votos no 1.° turno daquelas eleições com 1.282.053 votos (47,21% dos vv), seguida de Jackson Lago, do PDT, com 933.089 votos (34,36% dos vv), do candidato do governador Zé Reinaldo, o ex-presidente do STJ, Edson Vidigal, do PSB, com o apoio do PT e do PC do B, que obteve 387.337 votos (14,26% dos vv), do tucano Aderson Lago com 93.351 votos (3,44% dos vv), de João Bentivi, do PRONA, com 11.987 votos (0,44% dos vv), de Saturnino Moreira, do PSOL, com 6.159 votos (0,23% dos vv) e de Antônio Aragão, do PSDC, com 1.534 votos (0,06% dos vv).

No segundo turno com o apoio público de Vidigal e de Aderson Lago, Jackson obteve 1.393.754 votos (51,82% dos vv) e venceu Roseana que obteve 1.295.754 votos (48,18% dos vv). Do 1.° para o 2.° turno Jackson agregou mais 460.665 votos, enquanto Roseana obteve apenas 13.701 votos a mais.

A tese da Frente de Libertação do Maranhão, união das oposições para derrotar o grupo Sarney, foi vitoriosa, pois Jackson no 2.° turno obteve 95,77% da soma de votos que Vidigal e Aderson obtiveram no 1.° turno daquelas eleições.

Eu fiz esta pesquisa histórica sobre o resultado das eleições diretas para governador do Maranhão desde 1965 para embasar a minha posição defendida anteontem no blog de que dificilmente Roseana Sarney será eleita no 1.° turno das eleições de 2010.

Nas últimas oito eleições diretas para governador foi registrada uma vitória acachapante, que foi a de Cafeteira em 1986 com 81% dos vv; duas vitórias folgadas: a de Luis Rocha em 1982, com 64% dos vv e a reeleição de Roseana em 1998, com 66% dos vv; duas vitórias apertadas: a de Sarney em 1965, com 53,63% dos vv e a de Zé Reinaldo Tavares em 2002 com 51,05% dos vv; duas vitórias com votação insuficiente para definir o vencedor no 1.°turno: a de Roseana em 1994 com 47,18% dos vv e outra vez de Roseana em 2006 com 47,21% dos vv; e uma derrota com Lobão em 1990 com 28,3% dos vv.

Levando-se em conta os números da Escutec publicados anteontem, tanto Jackson com 25,8%, como Flávio Dino com 16,8% das intenções de votos, têm muito espaço para crescerem.

Jackson teve 20,19% dos vv em 1994, quando não era conhecido no Estado; obteve 42,52% dos vv em 2002 com o apoio do PSDB; e teve 34,36% dos vv em 2006. Agora em 2010, depois de um governo de realizações e de ter sido vítima de um golpe judiciária engendrado por Sarney, não acredito que Jackson terá menos de 30 a 33% dos votos no primeiro turno das eleições 2010. Por maior que seja seu desgaste na capital, sua força eleitoral no interior, principalmente, na região tocantina e em Timon, Presidente Dutra e Pinheiro é muito grande.

A campanha eleitoral de Flávio Dino tem muitas possibilidades de crescer e suplantar a casa dos 20% de preferência popular. Não podemos esquecer que na disputa pela prefeitura da capital em 2008, Dino começou com apenas 4% das intenções de votos e deu uma canseira danada no experiente tucano João Castelo, que só venceu no 2.° turno graças ao trabalho de rua da militância jovem do PDT e do apoio do então governador Jackson Lago.

É lógico que a campanha de Roseana Sarney também pode crescer. Mas com a faca e o queijo na mão, a filha dileta de Sarney dá a nítida impressão que já bateu no teto. Afinal de contas ela pleiteia seu quarto mandato e o grupo liderado pelo pai domina o estado há 45 anos, com intervalo de apenas cinco anos, desde o rompimento de Zé Reinaldo em Maio de 2004 até a cassação de Jackson em Abril de 2009.

Será que seria radicalismo afirmar que o povo maranhense cansou do domínio de uma família que em quase meio século de poder trouxe muito pouco desenvolvimento para o Estado?

Somos campeões ou vice-campeões nacionais em quase todos os índices negativos que medem as péssimas condições de vida a que a maioria dos nossos seis milhões de habitantes está submetida!

Por isso acho que simplesmente o povo cansou da presença de um Sarney no comando do Maranhão.

Estratégia de Edison Lobão é pagar R$ 900 a 96 garimpeiros

A estratégia do grupo do senador Edison Lobão (PMDB-MA) para se apossar do ouro de Serra Pelada incluiu o pagamento de um benefício mensal no valor de R$ 900 para 96 pessoas que vivem na área da antiga mina. O esquema, batizado de "mensalinho da Serra", é alimentado por recursos repassados pela empresa Colossus à Cooperativa Mineral dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp). A reportagem teve acesso a uma lista com nomes de beneficiários do mensalinho. Procurado para falar sobre o pagamento...

Rejeitado em São Luiz

Segundo a primeira pesquisa para o Senado Federal, o candidado José Reinaldo (ex-governador - Que está em camapnha desde 2006), tem cerca de 20% da população diz nao votar nele de jeito nenhum. Por que será?
http://blogdafatimasouza.blogspot.com/2010/07/operacao-navalha.html

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Roberto Rocha recebe resultado de pesquisa com tranquilidade e otimismo

O candidato a senador, Roberto Rocha (PSDB), afirmou nesta manhã que recebeu com tranquilidade e otimismo o resultado da pesquisa Escutec onde aparece com 18.6%.

“O nosso nome está há pouco mais de um mês nas ruas como candidato a senador. Aparecer nas pesquisas com 18.6% logo na largada da campanha é positivo, mas tem muito trabalho pela frente e estamos falando de uma campanha difícil. Recebo esse resultado como muita tranquilidade e otimismo”, disse

Roberto Rocha colocou o seu nome como candidato ao Senado no início do mês de junho depois de consultar vários amigos e lideranças políticas. Roberto já percorreu várias regiões do Maranhão acompanhando dos candidatos da coligação O Povo é Maior, liderada pelo candidato a governador Jackson Lago (PDT).

Geraldo Alckmin cita Roberto Rocha em entrevista ao Valor Econômico

Ao destacar a importância da militância tucana em todos os eventos do partido durante a campanha eleitoral deste ano, o ex-candidato a presidente da República e candidato atual ao governo de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB), citou o relatório com os votos que recebeu no Maranhão que comprova o papel da militância no desempenho das candidaturas tucanas.

O relatório ao qual Alckmin se refere foi elaborado e entregue ao tucano pelo candidato a senador Roberto Rocha, presidente estadual do PSDB. Na entrevista, Geraldo Alckmin diz o seguinte:

“Tive acesso a um relatório com votos que recebi do deputado federal Roberto Rocha. Em municípios onde havia militância tucana, recebi até 63% dos votos. Em outros, onde sequer havia diretório do partido, fiz apenas 3%. Ou seja, ganha eleição quem tem defensores, no almoço de domingo, no chão da fábrica etc”, disse.

Operação Navalha

A Operação Navalha deflagrada pela Polícia Federal do Brasil no dia 17 de maio de 2007 visou desbaratar esquemas de corrupção relacionados à contratação de obras públicas feitas pelo governo federal. As supostas acusações levaram à queda do ministro das Minas e Enegia Silas Rondeau na semana seguinte.

O esquema utilizado pela quadrilha consistia em superfaturar obras previstas no PAC. Os presos já discutiam, sem mesmo haver licitação das obras nem contratos, meios de corrupção. Na noite anterior à Operação, alguns membros da Máfia se reuniram e discutiram métodos de roubo.
Presos e envolvidos

Foram presas 47 pessoas, dentre elas José Reinaldo Tavares (PSB), Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior – além dos prefeitos de Sinop, Nilson Aparecido Leitão (PSDB-MT), e de Camaçari, [[Luiz Carlos Caetano (PT-BA),(porem teve a sua inocência comprovada pelo Ministério Publico depois de 02 anos.)

A Polícia Federal sustenta ainda que o ministro de minas e enegia Silas Rondeau teria recebido propina em seu gabinete para premiá-lo por supostas vantagens oferecidas à Gautama, do empresário Zuleido Veras, numa licitação do Programa Luz Para Todos, destinado a levar luz elétrica a zonas rurais.
Gautama

Gautama é uma empreiteira brasileira comandada pelo empresário Zuleido Veras. Seu nome seria uma alusão a Sidarta Gautama, o Buda.[2]

A Gautama foi fundada em 1995, tendo como sócios principais dois antigos executivos da empreiteira OAS, Zuleido Veras no braço político e Latif Abud na parte operacional, mas a sociedade não durou e Veras acabou assumindo o controle da empresa.[2][3] Apesar da Construtora Gautama ter uma longa história na execução de contratos milionários em todo país ela ganhou notoriedade nacional apenas no ano de 2007 ao ser denunciada pela Operação Navalha da Polícia Federal em um dos maiores escândalos de corrupção do país. Esta operação investigou a atuação da empresa na fraude de licitações de obras públicas em nove estados brasileiros e no Distrito Federal.[4]

No entanto as suspeitas de irregularidades da empresa vão além das licitações apontadas na operação da Polícia Federal. No ano anterior (2006) já haviam várias denúncias do TCU consideradas graves contra a empresa, como nos casos do Aeroporto Internacional de Macapá [5] e da BR-319 [6]. Mas a história de acusações de fraude cometidas pela empresa vai ainda mais longe, como demonstram registros de casos ocorridos em 1997[7], 2001[8] e 2003[9].

Em 2007 os contratos sob suspeita da empresa somavam R$ 499,96 milhões.[10] O valor total dos contratos realizados pela construtora está estimado em R$ 1,5 bilhão.[3][11]
Autoridades derrubadas

Cronologia

* Em 17 de maio, a PF realiza a Operação Navalha.

* O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau manda afastar assessor preso em operação, Ivo Almeida Costa, assessor especial do gabinete do ministro.

* O governador do Maranhão, Jackson Lago, ordena a apuração sobre a empresa Gautama.

* A PF transfere 23 dos 46 presos para Brasília.

* O presidente Lula diz em Araguaína (TO) que não vai comentar sobre nova operação e “doa a quem doer” aos acusados.

* Em 18 de maio, a PF divulga áudios em que os acusados falam e citam nomes de políticos.

* “Carros de Luxo” apreendidos ontem começam ser enviados para Brasília.

* A PF adia depoimentos para dia 21.

* A PF afirma que as grampos revelam os parlamentares, entre eles Delcídio Amaral (PT-MS). Ele nega.

* Em 20 de maio, vários presos da operação conseguem habeas-corpus, entre eles o ex-governador José Tavares.

* Chegam em Brasília, os “Carros de Luxo”

* O programa Fantástico, da Rede Globo divulga novas gravações de vídeos em que aparecem o dono da Gautama, a funcionária, perto do Congresso Nacional.

* Em 21 de maio, Delcídio Amaral se defende as acusações no plenário do Senado.

* A PF afirma que o ministro Silas Rondeau recebeu proprina da Gautama. Rondeau nega.

* Vários presos da operação conseguem habeas-corpus.

* Novos depoimentos da PF dos acusados.

* Políticos querem a saída de Rondeau do ministério. O primeiro a pedir foi José Sarney, responsável pela escolha no ministério desde 2005.

* Em 25 de maio, a revista Veja, datada no dia 30 de maio, começa a circular na tarde em que revela que o presidente do Senado, Renan Calheiros teve contas pessoais pagas entre 2004 a 2006 por um lobista, da esposa e da filha de 3 anos. Segundo a revista, que teve acesso aos documentos, encontrou com o lobista e o Calheiros, para falar esse assunto

* Calheiros nega que as contas forem ilegais; já o lobista e a esposa não quiseram falar.

* Em 26 de maio, é libertado mais um envolvido, ficando apenas 9 na prisão.